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Intolerância a Lactose e Alergia à Proteína do Leite

A nutricionista esportiva Shila Minari (@shilaminari) já foi gordinha na adolescência, fez reeducação alimentar, momento em que se apaixonou pela sua profissão. Ela sempre praticou esportes, é vegetariana, nutricionista e nossa nova colunista.

Tire todas suas dúvidas sobre a polêmica da intolerância à lactose e alergia à proteína do Leite de vaca!

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Reações adversas desencadeadas pelo consumo de leite são muito comuns. No entanto, existem dois tipos distintos de reação, causados por componentes diferentes presentes no leite. Vamos entender qual a diferença entre a intolerância à lactose e a alergia à proteína do leite de vaca.

Intolerância à lactose

A lactose é o açúcar presente no leite e é digerida no intestino por uma enzima chamada lactase. A intolerância à lactose é causada por deficiência de lactase, o que faz com que a lactose não seja digerida, sendo então fermentada por bactérias no intestino e causando os típicos sintomas da intolerância, como gases, cólicas, inchaço abdominal e diarreia. A lactose não está presente apenas no leite de vaca, mas também nos leites de outros mamíferos, inclusive o leite humano. É raro (embora possível) que bebês tenham intolerância à lactose, mas a prevalência de intolerância passa a ser cada vez maior do final da infância até a vida adulta. Isto ocorre porque algumas pessoas passam a produzir menos lactase com o passar dos anos, desenvolvendo a intolerância. Boa parte da população, no entanto, mantém uma produção satisfatória de lactase ao longo da vida a toda.

A intolerância a lactose também pode ser secundária a outras causas, como disbiose, doença celíaca, cirurgia bariátrica e doenças inflamatórias intestinais. Estes quadros podem alterar a mucosa do intestino, que é onde se localiza a lactase. Em alguns casos, quando a saúde da mucosa é restaurada, a intolerância é reversível.

O tratamento consiste em reduzir ou excluir a lactose da alimentação. O grau de intolerância varia de uma pessoa para outra, e alguns indivíduos toleram pequenas quantidades de lactose sem maiores problemas. Derivados do leite sem lactose podem ser consumidos e alimentos como manteiga, queijos curados e preparações com leite (bolos, pães, biscoitos) não costumam causar sintomas na maioria dos intolerantes, pois a quantidade de lactose é mínima.

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Alergia à proteína do leite de vaca (APLV)

A APLV é desencadeada por proteínas presentes no leite de vaca, que são absorvidas e ativam o sistema imune, provocando uma reação alérgica. Essas proteínas são específicas do leite de vaca, mas pessoas com APLV também podem ter reação a outros leites animais e a carne bovina. Indivíduos com APLV podem apresentar sintomas gastrointestinais (refluxo, cólicas, diarreia, gases, vômitos, constipação), respiratórios (rinite, broncoespasmo, asma, tosse) e cutâneos (dermatite, urticária). A alergia é mais comum em crianças, mas pode surgir também na vida adulta. A APLV infantil ocorre devido a uma imaturidade do organismo da criança em tolerar as proteínas do leite de vaca e a maioria das crianças adquire tolerância com o passar dos anos, podendo voltar a consumir leite.

O tratamento consiste em exclusão de qualquer produto derivado do leite de vaca, inclusive preparações e alimentos industrializados que contenham qualquer derivado de leite em sua composição. Produtos como leite e iogurte sem lactose não podem ser consumidos, pois também são produzidos com leite de vaca e apenas acrescidos de lactase.

Na maioria dos casos, não é recomendado o consumo de carne bovina e outros leites animais, como leite de cabra ou de ovelha. Suplementos derivados de leite, como whey protein e caseína, também devem ser excluídos da alimentação. Em casos extremos de alergia, é necessário se atentar também para cosméticos, medicamentos e produtos de limpeza, os quais podem conter derivados do leite em sua composição. Até mesmo balões de festa e giz de quadro contêm caseína, a principal proteína do leite, e podem desencadear reação alérgica em alguns indivíduos.

Se você apresenta qualquer tipo de reação ao consumir leite, é necessário diagnosticar qual o problema, e só então partir para o tratamento. O diagnóstico é feito por um médico e a dieta deve ser prescrita por um nutricionista. Caso você não apresente qualquer reação ao consumo de leite e derivados, não há necessidade de excluir esses alimentos de sua dieta ou consumir apenas alimentos isentos de lactose.

Você tirou suas dúvidas sobre essa polêmica com nossa colunista? Compartilhe com seus amigos!

Fonte: Shila Minari e Bom Corpo.

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