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Jejum – O Bom Corpo é contra essa ideia

A dieta da moda agora é fazer jejum. A ideia é ficar sem comer um, dois ou até dez dias por mês e os defensores garantem que essa privação desintoxica o organismo e facilita a perda de peso, além de ajudar a baixar os níveis de colesterol e de açúcar no sangue, aumentar a energia e melhorar as funções cognitivas do cérebro.
O jejum representa uma drástica mudança de paradigma em relação ao que vem sendo dito sobre alimentação nos últimos anos. A teoria recomenda que o ideal é comer pequenas porções de três em três horas, o que acelera o metabolismo, facilitando o emagrecimento, do contrário, o organismo passa a economizar energia e acumular calorias para suportar a privação.

Ficar em jejum tem como base a história evolutiva da nossa espécie – em 250 milhões de anos, o homem passou por longos períodos de escassez de alimentos e conseguiu sobreviver e sair fortalecido deles. Essa premissa é um dos pilares da dieta paleolítica, inspirada na alimentação dos homens das cavernas e que anda fazendo muito sucesso por aí.

O guru de várias celebridades de Hollywood e diretor do Centro de Medicina Integrada da Universidade do Arizona, Andrew Weil deu uma entrevista para o site da Vogue dizendo que não é bem assim e acredita que foi essa orientação de pequenas porções que ajudou a disseminar a epidemia de obesidade nos Estados Unidos. “As pessoas acham que fazer seis refeições diárias significa comer o dia todo. Além disso, raramente escolhem porções de vegetais ou alimentos preparados em casa, preferindo comidas industrializadas e ricas em carboidratos.” Weil defende o intermittent fasting ou IF, jejum em dias alternados realizado uma ou duas vezes por semana – não é necessário ficar um dia inteiro sem se alimentar: pode-se tomar café da manhã, almoçar e voltar a comer somente no almoço do dia seguinte. Ou seja, você passa 24 horas em jejum, reduz a quantidade de calorias ingerida na semana, mas não deixa de se alimentar nenhum dia. O IF tem como base a história evolutiva da nossa espécie – em 250 milhões de anos, o homem passou por longos períodos de escassez de alimentos e conseguiu sobreviver e sair fortalecido deles. Essa premissa, inclusive, é um dos pilares da dieta paleolítica, inspirada na alimentação dos homens das cavernas e que anda fazendo muito sucesso por aí.”

Fazer jejum está na moda. É isso mesmo: a ideia é ficar sem comer um, dois ou até dez dias por mês, e os defensores garantem que essa privação desintoxica o organismo e facilita a perda de peso, além de ajudar a baixar os níveis de colesterol e de açúcar no sangue, aumentar a energia e melhorar as funções cognitivas do cérebro. Atrizes como Gwyneth Paltrow e Salma Hayek estão entre as adeptas lá fora e, por aqui, a representante mais famosa é a jornalista Glória Maria, que faz jejum por dez dias seguidos, duas vezes ao ano, desde 2001. Aprendeu a prática durante uma viagem de trabalho ao Canadá – os  canadenses costumam jejuar para fortalecer o organismo para enfrentar o inverno rigoroso.“Trouxe para casa um kit que ajuda no processo, com xarope e vitaminas, experimentei e amei, nunca mais deixei de comprar. Quando faço, me sinto cheia de energia e muito, mas muito magra!”, diz Glória.

Trecho retirado da revista Vogue

Nós do Bom Corpo somos contra ficar em jejum e entrevistamos nutricionistas para explicar sobre a dieta do jejum.

A nutricionista Thais Lopes deu sua opinião sobre essa dieta: “Eu não gosto de dietas assim. Pois, a pessoa pode acabar tendo alguma deficiência e pode ter em nutrientes, vitaminas, minerais. Se a pessoa ficar em jejum, o corpo não vai absorver nada de bom. Ainda mais deixando as reservas, sem nada isso é perigoso demais. Existe vitaminas que protegem o coração e várias outras partes do corpo, se acabar essas reservas alguém pode ter algum problema serio de saúde, como a anemia ou algum problema no coração. Dieta para mim é e sempre será de 5 a 6 refeições por dia. Café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e se precisar lanche da noite. Comer de três em três horas é ideal. Ingerir verduras, legumes, carne vermelha ou branca, carboidrato e uma leguminosa.”

Thais Lopes, o que você acha das dietas da moda?

Também não gosto. Prefiro as que aprendi na faculdade, pois isso dá certo. Essas dietas da moda não dão certo, pois gera o enfeito sanfona. As pessoas começam a emagrecer, aí percebem que emagreceram e param, depois volta ao peso normal. Fora que essas dietas loucas sempre levam a uma conseqüência, que é levar alguma anemia ou alguma doença por deficiência de nutrientes, como vitaminas, minerais ou ambos.

A nutricionista Roberta Silva comenta sobre a dieta do jejum: “Eu não concordo com esse tipo de dieta, não acredito que esse seja uma forma saudável de emagrecer. Muito pelo contrário, é bem prejudicial a saúde.”

Roberta Silva, o que pode acontecer com quem faz esse tipo de dieta?

Além do desequilíbrio no organismo, fazer dietas muito restritas ou nesse caso que é jejum mesmo, o metabolismo fica lento, aumenta o risco de ganhar mais peso e desenvolver obesidade, aumenta a preocupação alimentar, o risco de ter transtornos alimentares e de comer sem fome, perdendo o controle. As chances de a pessoa engordar novamente será enorme, podendo adquirir mais peso. Para que o nosso organismo funcione bem e em consequência disso ocorra o emagrecimento saudável, é preciso comer! Comer bem, saudável e é preciso equilíbrio.

A nutricionista Gaby Cuesta nos contou um pouco sobre a dieta do jejum: “Eu sou contra jejum prolongado, a então “dieta do jejum” me assusta um pouco, principalmente vendo a proporção que está tomando.”

Gaby Cuesta, quais os problemas que esse tipo de dieta pode trazer?

Primeiramente a uma hipoglicemia, que consequentemente afeta ao sistema nervoso central podendo afetar o raciocínio, rendimento no trabalho, estudos e a concentração. O jejum prolongado ou repetidamente pode levar a um distúrbio alimentar. Com a falta de alimento ofertada, as reservas de glicose vão se esgotando e o organismo necessita mobilizar outras reservas para fontes de energia: proteínas e gorduras. Neste caso há uma perda de massa magra (músculo) podendo, com o tempo, levar à fraqueza, flacidez e até anemia.

Sou a favor de uma reeducação alimentar, onde a pessoa aprende a comer de uma forma saudável e gostosa, sem afetar negativamente seu corpo.

O que você acha dessa dieta? É contra ou a favor? Dê a sua opinião!

Fonte: Vogue, Thais Lopes, Roberta Silva, Gaby Cuesta e Bom Corpo.

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